Diversão, arte, literatura, psicologia, e muito mais

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Ars longa, vita brevis


Desde os cinco anos de idade que tive a mania de desenhar a forma das coisas. Desde os cinqüenta anos de idade que produzi um número razoável de desenhos, mas, no entanto, tudo o que fiz até aos setenta anos não é realmente digno de menção. Pelos setenta e dois anos de idade apreendi finalmente algo da verdadeira qualidade das aves, animais, insetos e peixes, e da natureza vital das plantas e árvores. Assim, aos oitenta anos de idade deverei ter já feito algum progresso, aos noventa deverei ter penetrado ainda mais no mais fundo sentido das coisas, aos cem anos de idade deverei ter-me tornado realmente maravilhoso, e aos cento e dez anos, cada ponto, cada linha que eu desenhe deverá possuir seguramente uma vida própria. Peço apenas que os homens de vida suficientemente longa tenham o cuidado de verificar a verdade das minhas palavras.


Katsushika Hokusai (1760-1849), Prefácio a "Cem Vistas do Monte Fuji".

Um comentário:

Apostolico disse...
Este comentário foi removido pelo autor.